Recentemente, uma nota publicada pela coluna Radar Econômico, da revista VEJA, acendeu um sinal de alerta crucial para o mercado imobiliário. O texto destaca uma mudança sensível no perfil dos devedores no Brasil: a inadimplência está crescendo justamente nos contratos de menor valor.
Para quem faz a gestão de locação, esse dado é um divisor de águas. Ele mostra que o risco não está mais concentrado apenas em grandes operações comerciais ou imóveis de alto padrão, mas sim no “feijão com arroz” do dia a dia das imobiliárias.

O “React”: O que isso significa na prática?
Se o perfil do inadimplente mudou e contratos menores estão sob risco, a forma como a sua imobiliária garante esses recebíveis também precisa mudar. Aquele modelo tradicional de “confiança” ou garantias frágeis pode ser o caminho mais curto para um prejuízo operacional, jurídico e até de imagem no mercado.
Muitas imobiliárias ainda se prendem a métodos que, diante deste novo cenário, mostram-se insuficientes, ineficazes ou burocráticos demais (especialmente na hora do sinistro). Vamos analisar por que as garantias “clássicas” estão perdendo espaço para soluções mais modernas:
1. O fim da era do Fiador
Contar com um fiador é, cada vez mais, um processo moroso que afasta o bom inquilino. Além disso, no momento da inadimplência, a execução judicial contra o fiador é lenta e incerta. O resultado: perda financeira para o proprietário e, quando menos, prejuízo de imagem para a imobiliária.
A imobiliária precisa considerar ainda que, em contratos de menor valor, perfil para o qual a revista aponta aumento de inadimplência, o custo jurídico para cobrar um fiador pode acabar sendo maior do que a própria dívida.
2. O risco do Depósito Caução
Apesar de popular, o depósito caução (geralmente de 3 meses) é uma garantia limitada. Se considerarmos o tempo que leva um processo de despejo somado aos danos que podem ser deixados no imóvel, três meses de aluguel raramente cobrem o prejuízo total. No cenário apontado pela VEJA, onde a inadimplência cresce, o depósito caução esgota-se rapidamente, deixando a imobiliária e o proprietário na mão.
3. Imóvel Averbado para garantir locação comercial
As locações comerciais envolvem um outro perfil de locação. Mas é preciso ficar atento ao tipo de garantia que se utiliza. A opção do imóvel averbado como garantia cria um obstáculo para todas as partes. Para o locatário, imobiliza um ativo valioso que poderia ser usado como lastro em operações de expansão, capitalização, por exemplo.
Para a imobiliária e o proprietário, a garantia real é um “gigante de pés de barro”: embora pareça sólida, sua liquidação exige um esforço jurídico imenso, demorado e oneroso.
Optar por Seguro Fiança ou Títulos de Capitalização viabiliza o contrato com rapidez e garante liquidez imediata em caso de inadimplência, sem as travas e trâmites do judiciário.
A Solução: Blindagem com Seguro Fiança e Título de Capitalização
Para se adaptar a esse alerta do mercado, a estratégia mais inteligente para as imobiliárias é migrar para garantias financeiras sólidas, como o Seguro Fiança e a Capitalização.
- Seguro Fiança: É a garantia mais completa. Ele garante o pagamento do aluguel e encargos ao proprietário de forma imediata, sem que a imobiliária precise esperar o desfecho de processos judiciais. Para contratos de menor valor, é a segurança de que o fluxo de caixa não será interrompido e o contrato de locação está plenamente coberto.
- Título de Capitalização: Uma alternativa mais ágil para quem não quer burocracia. O inquilino aporta um valor que fica reservado e sofre correções e, em caso de inadimplência, o resgate pela imobiliária é simplificado e garantido por uma seguradora, sem depender da boa vontade do inquilino. Também facilita a vida de quem vai alugar por permiti o pagamento parcelado no cartão de crédito, por exemplo.
Conclusão
A matéria da VEJA é um lembrete oportuno: o mercado imobiliário não é estático. Se o comportamento do consumidor e a economia mudam, a gestão de riscos da sua imobiliária precisa evoluir junto.
Amarrar bem os contratos com garantias que realmente funcionam não é apenas uma questão de segurança, mas de sobrevivência e profissionalismo. Substituir o fiador e o caução por seguro fiança e capitalização é proteger o patrimônio do seu cliente e garantir a saúde financeira da sua carteira de locação.
Sua imobiliária está preparada para o novo perfil de inadimplência? Converse com nossos especialistas e descubra como implementar as melhores garantias nos seus contratos.