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20 de dezembro de 2017

Como você pretende utilizar o imóvel alugado? A sua seguradora precisa saber! 

Na hora de contratar um seguro contra incêndio é importante ser transparente na destinação que você pretende dar ao imóvel. Embora seja um pouco óbvia, essa é uma recomendação nem sempre seguida pelos inquilinos e que pode trazer sérias consequências. 

Imagine que o seu contrato de locação tem como fim ser residencial. Porém, você decide transformar a garagem em loja de roupas e um dos cômodos em estoque. A imobiliária responsável pela administração, desconhecendo este seu rompante empreendedor, monta a apólice de seguro contra incêndio do seu imóvel junto à corretora baseada no contrato de locação, que diz que você utilizará o local para morar, pura e simplesmente. Prêmio pago e imóvel segurado, certo? Não conte com isso. Em um caso como este, o infortúnio de um incêndio invalidaria a apólice, uma vez que a ocupação a que se destina o imóvel é diferente daquela do contrato. “Além de a seguradora não pagar, o locatário ainda seria o responsável por restituir ao proprietário o imóvel nas mesmas condições de uso do fechamento do contrato. Ou seja, além das perdas pessoais, ainda teria a obrigação de arcar com os custos de reparação, que dependendo da extensão dos danos, podem ficar altíssimos”, pontua Maria Cristina Caldeira, diretora técnica da Unioncorp, corretora de seguros especializada no mercado imobiliário. 

Segundo Cristina, ao contratar um seguro, transparência é fundamental. “É essencial que o inquilino seja sincero sobre a maneira como ele utilizará o imóvel, que isso seja registrado e a apólice de seguro tenha o seu risco calculado em acordo com essa finalidade. Qualquer desencontro, mesmo que não tenha relação direta com o dano causado, será motivo para invalidação da apólice em caso de sinistro. O caso pode ser até levado à justiça posteriormente e avaliado de forma pontual, mas em casos como este é difícil que a Justiça ampare o inquilino”, explica. 

A diretora também aponta para a necessidade de as administradoras de imóveis tomarem o máximo de cuidado na hora de contratar um seguro contra incêndio. “É responsabilidade da administradora zelar pelo imóvel. Então, na medida das suas possibilidades, a imobiliária deve se atentar a pontos importantes para garantir a contratação e a cobertura do seguro, entre eles a destinação daquela locação, atividades ou ocupações excluídas pelas seguradoras e se o estado geral do imóvel traz algum agravante de risco, como fiação elétrica aparente ou rachaduras, que possa impactar no momento da vistoria ou até trazer problemas em um eventual sinistro”, completa Cristina. 

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